“As pessoas que se enrolam nos jornais não são mais notícia
Elas não esperam de um papel de duas cores mais que um pouco de calor
A calçada não é pai Não é mãe Não é nada
Nada mais do que um abrigo, um refúgioTão estranho pra quem passa Pra quem passa”
A primeira impressão que tive quando este texto, de título dúbio, me foi apresentado na última aula pelo professor Dimas, era que seria proposto naquela aula a discussão sobre a “função social” ou a “responsabilidade da Elite” ou algo parecido. Tão logo percebi meu erro sobre minha hipótese.
O “papel” ao qual o título se refere é o sentido literal de papel, aquele produto derivado da celulose com múltiplas finalidades, entre elas a de imprimir impressões.
A medida que a atividade proposta (cada aluno deveria ler um parágrafo) fluía, frases soltas martelavam minha consciência.
“....a revolução digital está em curso...”
“...jornais impressos vão se tornar anacrônicos...”
“...a geração nascida com internet prescinde de folhear páginas impressas do jornal...” etc..
Após a leitura foi aberto para discussão as impressões daquele impresso. Colocações belíssimas foram feitas pelos colegas. Questões como a necessidade de alguns de manipular o papel, ou mesmo de como é cansativo ler na tela do computador, ou sobre questões ecológicas.
O texto e a discussão ali gerados relacionavam-se a questões técnicas. Como bem colocado pelo professor: “inovações tecnológicas passam sempre por processos”...
Logo me lembrei de um livro do sociólogo francês Dominique Wolton, chamado “Internet e Depois?”.
Neste livro, Dominique faz uma crítica direta a abordagem tecnológica da comunicação. Para ele, é preciso pensar a comunicação a partir da comunicação, e não colocar a técnica como mais importante do que a condição humana.
“O papel das elites”
Destruída minha primeira impressão e, ainda inquieta com o título, tive uma segunda interpretação. Aqui, penso, no “papel” como “domínio” ou privilégio da elite. Mais do que a questão técnica, fica a dúvida se este não será apenas mais um “meio” de proliferação de ideologias e alienação.
Após a leitura foi aberto para discussão as impressões daquele impresso. Colocações belíssimas foram feitas pelos colegas. Questões como a necessidade de alguns de manipular o papel, ou mesmo de como é cansativo ler na tela do computador, ou sobre questões ecológicas.
O texto e a discussão ali gerados relacionavam-se a questões técnicas. Como bem colocado pelo professor: “inovações tecnológicas passam sempre por processos”...
Logo me lembrei de um livro do sociólogo francês Dominique Wolton, chamado “Internet e Depois?”.
Neste livro, Dominique faz uma crítica direta a abordagem tecnológica da comunicação. Para ele, é preciso pensar a comunicação a partir da comunicação, e não colocar a técnica como mais importante do que a condição humana.
“O papel das elites”
Destruída minha primeira impressão e, ainda inquieta com o título, tive uma segunda interpretação. Aqui, penso, no “papel” como “domínio” ou privilégio da elite. Mais do que a questão técnica, fica a dúvida se este não será apenas mais um “meio” de proliferação de ideologias e alienação.

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